iín e iãngue

[13h04 18/11/2014] danilo sanches: Fiz arroz, feijão e ovo frito no almoço. E um copo com água. Aí coloquei a mesa com toalha e tal. Então eu disse pra ela q eu sabia ser um pai normal.
Antes disso, ela tomou banho e colocou uma roupa qualquer, não o uniforme. Aí eu sentei do lado dela e disse super carinhoso que eu não queria dar bronca nela e que ela sabia o que fazer, mas ela se enganava com o próprio pensamento. Aí ela entendeu e se trocou. Nisso a mesa tava pronta e eu disse q sabia ser um pai normal, mas algumas das coisas que eu fazia, que ela achava diferente, era pq me deixavam feliz. E feliz, eu sou um pai melhor.
E ela foi concordando.
Então a gente almoçou em paz, sem pressa.
Aí, no carro, ela tava quieta. Eu perguntei o q ela tinha. ela disse que se achava feia (foi um processo, mas ela falou com todas as letras). Aí depois de acolher, eu perguntei se era possível mudar a aparência. Ela disse que não. E eu perguntei o que era possível mudar em nós. Ela disse “a sensação”.
Eu disse que sim. E que a base da sensação era o pensamento. (Isso eu perguntei e ela disse que não sabia.)
Aí eu disse que eu também estava aprendendo isso.
E a convidei pra aprender junto
Ela concordou e disse que teria que ir todo dia no psicólogo. E eu disse q não era preciso, pq o psicólogo não é remédio. Mas ele ajuda a gente a fazer o nosso próprio remédio. Ela entendeu.
Aí eu disse q se fosse remédio não duraria pra sempre. Como o remédio pra dor de cabeça. Que a gente toma um, mas a dor uma hora volta. O nosso próprio remédio dura pra sempre.
E ela entrou pra aula.

de Amor

Social e antropologicamente a gente vive a supremacia masculina nos diversos campos dos quais participamos. Mas é legítimo ao homem renunciar a este papel e aos privilégios dele. Aliás, esta é uma grande batalha cuja dificuldade é enormemente atenuada se for encampada na companhia de uma feminista.

Esta é uma declaração de amor.

Dia de TODAS as mulheres

Eu ia escrever algo, mas a Hailey (do Transfeminismo) já fez isso de forma incrivelmente incrível.

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As putas, as loucas, as trans* as negras, as pobres, as deficientes*, as lésbicas, as bissexuais e/ou panssexuais, as gordas, as queer.

A todas que estão marginalizadas e desumanizadas não somente na lógica sexista, mas nas lógicas moralistas, capacitistas, cissexistas, racistas, classistas, lesbofóbicas, gordofóbicas, pan/bifóbicas.

As ojerizadas. As cruelmente assassinadas e violentadas física e psicologicamente, as suicidas, as que sofrem relacionamentos abusivos, as estupradas, as excluídas do mercado formal de trabalho, as consideradas objetos de foda, as consideradas não-mulheres, as com pau, as sem pau.

As consideradas doentes mentais, as sem acessibilidade.

Mulheres. Mulheres negras. Mulheres negras e trans*. Mulheres negras, trans*, deficientes. Mulheres negras, trans*, deficientes, putas e lésbicas. Mulheres negras, trans*, deficientes, putas, bissexuais e pobres. Mulheres negras, trans*, deficientes, putas, panssexuais e gordas.

Dia 8 de março, dia de TODAS as mulheres.